Frases

Quem nunca desejou morrer com o ser amado, não conhece o amor, não sabe o que é amar. (A cabra vadia)

O amoroso é sincero até quando mente. (O reacionário)

Todo amor é eterno e, se acaba, não era amor. (O reacionário)

Só acredito em amor que chora. (O berro impresso das manchetes)

O verdadeiro amor mete medo. (Asfalto selvagem)

Enquanto o homem não amar o outro para sempre, continuaremos pré- históricos. (O reacionário)

Há no ódio mais obstinação, mais exclusividade, mais fidelidade do que no amor. (A vida como ela é...)

Tudo é falta de amor: um câncer no seio ou um simples eczema é o amor não possuído! (Perdoa-me por me traíres)

Bobo é aquele que ama sem esparadrapo. (Viúva, porém honesta)

Amor é a arte do lazer. O amoroso precisa de tempo. (O reacionário)

A cama é um móvel metafísico, onde o homem nasce, sonha, ama e morre. (O reacionário)

O amor devia ser um casal e, ao mesmo tempo, uma testemunha. (Asfalto selvagem)

Antigamente, havia, em torno de um beijo, todo um sigilo, toda uma solidão. (A cabra vadia)

O ginecologista é o adultério da mulher fiel. (Asfalto selvagem)

O que estraga o adultério é a clandestinidade. (Viúva, porém honesta)

A fidelidade devia ser uma virtude facultativa. (A mulher sem pecado)

Há tão pouco amor porque o degradam com deveres, com obrigações. (Asfalto selvagem)

O homem é triste porque, um dia, separou o Sexo do Amor. (A cabra vadia)

O desejo tem pudor. (A cabra vadia)

Não se usa mais o pudor, como não se usa mais o espartilho. (A cabra vadia)

As mulheres gostam dos homens que as fazem sofrer. Precisam sofrer, chorar, ter ciúmes. Sem isso, sem esses estímulos violentos, não sabem amar, não acham graça no amor! (Meu destino é pecar)

Normalmente, marido e mulher têm uma relação de arestas e não de afinidades. (O reacionário)

A grande dor, a dor sem nenhum consolo terreno — dança mambo. (A cabra vadia)

Ah, o Brasil não é uma pátria, não é uma nação, não é um povo, mas uma paisagem. (A cabra vadia)

A toda hora e em toda parte, há íntegros que nos atropelam com a sua integridade, há justos que nos humilham com a sua justiça, há castos que nos ofendem com a sua pureza. Raríssima uma bondade sem impudor. (A cabra vadia)

Para sobreviver, o intelectual, o santo ou herói precisa imitar o idiota. (A cabra vadia)

As unanimidades decidem por nós, sonham por nós, berram por nós. (A cabra vadia)

A pior forma de solidão é a companhia de um paulista. (A cabra vadia)

A beleza interessa nos primeiros 15 dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual. (A cabra vadia)

Naturalmente, o jovem tem o defeito salubérrimo e simpaticíssimo da imaturidade. (A cabra vadia)

De mais a mais, temos a fascinação do escândalo.(A cabra vadia)

Hoje, temos um preconceito cardíaco, não sei se justo ou iníquo, contra o barrigudo. (A cabra vadia)

O brasileiro é um feriado. (O óbvio ululante)

A multidão foi inventada pelo Fla-Flu. (O óbvio ululante)

O brasileiro gosta muito de ignorar as próprias virtudes e exaltar as próprias deficiências. (À sombra das chuteiras)

Eis a verdade: — a morte parece conferir um especialíssimo manto aos seus eleitos. Não há morto sem importância. (À sombra das chuteiras)

O dinheiro compra até o amor verdadeiro. (A vida como ela é)

Não há nada mais relapso do que a memória. Atrevo-me mesmo a dizer que a memória é uma vigarista, uma emérita falsificadora de fatos e de figuras. (O berro impresso das manchetes)

O mineiro só é solidário no câncer. (Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas ordinária)

O homem não nasceu para ser grande. Um mínimo de grandeza já o desumaniza. Por exemplo: — um ministro. Não é nada, dirão. Mas o fato de ser ministro já o empalha. É como se ele tivesse algodão por dentro e não entranhas vivas. (O óbvio ululante)

Sem alma não se chupa nem um Chicabon. (O berro impresso das manchetes)

Eu diria que, em nossos dias, a televisão matou a janela. (O óbvio ululante)

O mesmo livro é um na véspera e outro no dia seguinte. Pode haver um tédio na primeira leitura. Nada, porém, mais denso, mais fascinante, mais novo, mais abismal do que a releitura. (O óbvio ululante)

Quem ama conhece todo o inferno da mania de perseguição. (O óbvio ululante)

Tudo no Brasil está para ser profetizado. (Brasil em campo)





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Sobre

Nelson Falcão Rodrigues nasceu no Recife, em 23 de agosto de 1912, o quinto filho de uma família de catorze. Quando tinha três anos, seu pai, Mário Rodrigues, foi tentar a sorte no Rio de Janeiro, capital da República. O combinado era que tão logo encontrasse trabalho, chamava a família para ir a seu encontro. Maria Esther, sua esposa, não agüentou esperar. Em 1916, empenhou as jóias e mandou um telegrama para o marido, já avisando do embarque naquele mesmo dia. Nelson conta, nas "Memórias" publicadas no "Correio da Manhã", que se não fosse a atitude da mãe, o pai jamais teria permanecido no Rio.